terça-feira, 26 de novembro de 2013

Processo eletrônico: será que o Rio de Janeiro pegou o navio errado (PJe-JT)? MG vai de JIPPE.

A OAB do Rio de Janeiro e seu presidente estão amargurados com o PJe-JT, conforme expus em meu último post

E olha que se está falando do Rio de Janeiro, talvez a seccional da OAB que mais investiu na preparação para receber o sistema.  Foi uma pré-temporada e tanto. 

Os problemas, ao menos pelo que dizem as notícias, não se referem a clicks demasiados ou à não amigabilidade da interface do PJe-JT, queixas sempre presentes. 

Isso nos leva a considerar, seriamente, que deve haver problemas mais profundos no sistema, atinentes 
(1)  à sua concepção e à normalização da base de dados, 
(2) ao desenvolvimento em si, à metodologia aplicada,  à qualidade de seus algoritmos e às estruturas e metodologias de homologação e/ou 
(3) à gestão do processo de implantação, etc. 

O mais grave, a meu ver é que,  se o problema se situa no (1) ou no (2), é melhor repensar o sistema. A linguagem utilizada (JAVA), sabe-se, é um complicador do desenvolvimento.

Ora, dizem as recomendações mais elementares atinentes a sistemas:

1) "A good application not only works, but is easy to use. It´s always a good idea to make sure it behaves as a typical user would expect it to." (Stellmann & Greene).  No caso, nem se está falando do plus, que é ser fácil de usar. Está-se falando de não funcionar.

2) "TEST EVERYTHING! Test your program, test your deployment, test the data in your application." (idem) Claro, tudo isso, antes de ir enfrentar os usuários.

3) "Every program you write solves a problem." (idem)  Ou seja,  não deve ser tornar, ele mesmo, um problema!

Será que o JIPPE de MG vai chegar mais rápido ao destino?